Ao jurista Taurino Araújo, “agô mojubá”!

    Por Oluwo Luciano Almeida Alves–Músico, empresário do entretenimento, sacerdote de Ifá.

 

 Através dos quatro elementos, sonho, ousadia, planejamento e serviço para diminuir a desigualdade social difícil de ser detectada pelos que se consideram “iguais” conforme Nelson Cerqueira. Segundo ele, o paradigma da “igualdade” antes gravitava em torno de Sócrates, Platão e Aristóteles e, agora, através da desdiferenciação proposta por Taurino Araújo (foto, by Victoria Fenix/Wikimedia Foundation), CBJM, é uma nova introdução às ciências jurídicas e sociais.

 Hermenêutica da desigualdade é inclusão em face da consideração total da diferença. Taurino já integrava a “Epopeia Crioula” e as mitologias futuras como quis o ministro Washington Trindade, em 2011. Através de Taurino “temos que ser tudo, mas antes temos que ser nós, entendeu?”, lembra dona Solange Paula por intermédio de João Ubaldo Ribeiro. Tema para doutorado e para samba-enredo arremata Agenor Sampaio Neto.

 Seguindo a tradição persa, tomei um porre de felicidade para assim alcançar a simplicidade de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Lúcido, e seguindo a tradição do CPF e do matriarcado, constato: Taurino Araújo Neto, 25/12/1968, filho de Rita Freitas de Oliveira (12 e 5). Reverbera em todos os cantos a sua voz vibrante e compassada em ternário: valsa “três pra lá, três pra cá”. São  duelos a favor da justiça, muitos olhos e Orientes, decifração de dizeres, sabedorias e Áfricas...

 Beleza, riqueza, fama (Oxum, 5) e discernimento para acolher com naturalidade a matriz do Povo de Santo, pois diferenças sempre houve, mas devem ser uma a uma contempladas. Taurino não pratica o nosso culto, mas a força e a empatia de seu axé já se encontram inscritas  ao lado Jorge Amado (CBJM, obá de Xangô, 12) no panteão dos Beneméritos da Liberdade e da Justiça Social. Salvador da Bahia de Todos os Santos, 1º de novembro de 2016 (=12). A sua Tese fala sobre corrigir caminhos e sempre praticar a justiça com amorosidade, enxergando excluídos e atribuindo-lhes lugar. Marquês de Sapucaí?! Quem viver verá! Letra e música de Walter Queiroz: Agô Taurino Araújo, Xangô Vivo no colo de Oxum! Mojubá!

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