Eunápolis: Tribunal do Júri absolve PMs acusados de homicídio

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   Os policiais militares Paulo César Andrade Souza e Marcelo Santana Moreira foram absolvidos pelo Tribunal do Júri de Eunápolis, durante sessão de julgamento ocorrido na manhã de segunda-feira, dia 23.

   A sessão foi presidida pelo juiz Otaviano Andrade Sobrinho, tendo na acusação os promotores Dinelmari Mendonça Messias e Luiz Henrique.

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  Na bancada da defesa, os advogados Marcos Bandeira, Katharyme Assis e Priscila Pitanga, defendendo o policial militar Carlos Vinicius Dantas; o advogado Cosme Araújo defendendo o policial militar Maurício Biano, e o advogado Igor Saulo defendendo o policial militar Marcelo Santana.

   Os acusados foram acusados de terem matado Mayara Cristina e de ter tentado matar o namorado dela Jadson, com disparos de arma de fogo, cujo fato teria ocorrido, no dia 24 de janeiro de 2014, no Sítio do Toco em Eunápolis.

  Segundo o advogado Marcos Bandeira, “o Ministério Público inicialmente denunciou apenas os policiais Marcelo Santana e Paulo César. Todavia, depois de três meses da denúncia, o réu Paulo César, que estava preso, fez uma “delação falsa”, eximindo-se de qualquer participação no crime e atribuindo a coautoria aos policiais Carlos Vinícius e Maurício Biano, que estavam de serviço no dia”.

   “O Ministério Público estranhamente acabou aceitando a ‘delação’ e Paulo César se livrou do processo, sendo impronunciado. No Tribunal do Júri, depois de uma instrução muito bem produzida, a farsa caiu e os jurados acolheram a tese da negativa de autoria, absolvendo os réus”, acrescentou.

   O julgamento teve grande acompanhamento popular e durou dois dias.

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